quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um jogo da memória assustador

Halloween- Jogo da memória


A proposta de hoje, a primeira relativa ao Halloween deste ano, é muito simples e rápida de executar mas muito sensorial: fazer um jogo da memória para ser jogado às escuras. Só precisam de cartolina numa cor à escolha, tesoura, lápis, régua, uma lanterna e autocolantes de Halloween que brilham no escuro (uma embalagem, se tiver conjuntos de duas figuras análogas, ou então duas embalagens iguais).

Para começar, é preciso saber quantos pares de figuras diferentes é que vão usar e cortar tantos quadrados de cartolina quantas as figuras, com dimensões compatíveis com as destas (eu plastifiquei a cartolina para aumentar a resistência). Em seguida, basta colar os autocolantes nos quadrados de cartolina e já está. Super fácil!


Halloween - jogo da memória

Para jogar, podem fazê-lo como em qualquer outro jogo da memória, e assim treinar a memória e a concentração dos pequenotes, ou em "versão assustadora": às escuras, apenas com uma pequena lanterna apontada para as cartas. Claro que, cá em casa, preferimos a última alternativa!

Halloween- jogo da memória


Buuuuuu!


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O Jogo dos Ditongos (com ficheiro para download)



Existem diversos estudos sobre os benefícios da utilização de jogos na aprendizagem mas, mesmo que não houvesse qualquer informação a esse respeito, penso que todos estaríamos de acordo em que aprendemos melhor quando nos divertimos. Sabendo disso, e para o Curiosity praticar a identificação de alguns ditongos, criei-lhe um jogo - o Jogo dos Ditongos. E claro que o vamos partilhar convosco.

Para jogar precisam das cartas com ditongos (oi, au, ou, ei e ão) e com imagens que estão no ficheiro que podem descarregar aqui. Depois de imprimirem e cortarem as cartas (eu sugiro que as plastifiquem, para maior durabilidade), podem propor que seja jogado individualmente ou em grupo.


1. Para um jogador

A criança coloca as cartas com os ditongos sobre a mesa e baralha as cartas que contêm as imagens. Em seguida, associa cada imagem ao ditongo correspondente, até as cartas estarem todas colocadas. Para que exista controlo do erro não só têm de estar colocadas cinco cartas em torno de cada ditongo (uma em cada face da carta, que tem a forma de um pentágono) como o contorno das cartas relativas ao mesmo ditongo tem a mesma cor.



2. Para dois a cinco jogadores  

As cartas com os ditongos são distribuídas em igual número por todos os jogadores, que as colocam sobre a mesa. As cartas com as imagens são baralhadas e colocadas numa pilha, com a imagem voltada para baixo. À vez, cada jogador retira a carta do topo da pilha e verifica se a imagem corresponde a uma palavra que contenha o(s) seu(s) ditongo(s). Em caso afirmativo, coloca a carta junto ao ditongo correspondente e retira outra carta; em caso negativo, coloca a carta no meio da pilha e passa a vez ao jogador seguinte. Vence o primeiro jogador a conseguir colocar as cinco cartas correspondentes a um ditongo.


Vai um joguinho? Depois digam-nos se os vossos pequenotes se divertiram.




quarta-feira, 26 de julho de 2017

Meio a sério, meio a brincar aprendemos o ímpar e o par

Par e ímpar
Há duas coisas em que acredito profundamente no que diz respeito ao ensino da Matemática: a Matemática é divertida; toda a gente é capaz de aprender Matemática. Especialmente no que diz respeito aos conceitos matemáticos mais básicos, parece-me essencial "pôr as mãos na massa" e praticar de uma forma que desperte na criança o prazer por aprender (na verdade, acho que isto é válido para tudo, não apenas para a Matemática).

Foi tendo isto em mente que resolvi apresentar ao Curiosity os conceitos de "número par" e "número ímpar". 


A sério...

Tudo começou com uma atividade inspirada no Método Montessori. Precisei apenas de um pequeno tapete, números de 1 a 10 (usei números magnéticos) e 55 contas iguais (usei contas de um jogo antigo mas podia ter usado, por exemplo, botões).

No tapete, dispus os números magnéticos por ordem crescente, numa linha horizontal. Em seguida, peguei numa das contas, coloquei-a por baixo do número 1 e disse, apontando para a conta: "Um. Está sozinha. O 1 é um número ímpar". Peguei em duas contas, coloquei-as por baixo do número 2, lado a lado e, apontando para elas, disse: "Dois. Nenhuma está sozinha. O 2 é um número par". Novamente, peguei em três contas e coloquei duas lado a lado, por baixo do número 3, e a terceira por baixo da primeira. Disse "Três. Esta (apontei para a conta solitária) está sozinha. O 3 é um número ímpar". Continuei, desta vez com quatro contas, que dispus em duas filas de duas contas cada uma, por baixo do número quatro. Novamente apontei para elas e disse: "Quatro. Nenhuma está sozinha. O 4 é um número par". Repeti o procedimento para os números cinco e seis, após o que pedi ao Curiosity que concluísse o processo, tendo ele concluído que os números sete e nove são ímpares, ao passo que o oito e o dez são pares.

Par e ímpar



A brincar...

Percebido que estava o conceito, chegou a altura de avançar um pouco mais. Foi então que usei a minha arma secreta - As canções da Maria! O Curiosity adora e, com a ajuda do "Par ou ímpar" foi fácil explicar que todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 e 8 são pares, sendo ímpares todos os que acabam em 1, 3, 5, 7 e 9.

Não conhecem? Então têm mesmo de assistir!


Na manhã seguinte fui perguntando ao Curiosity se o número dos prédios por onde íamos passando era par ou ímpar. Entre muitos acertos e alguns erros, lá recordámos quais eram os pares e os ímpares e porquê. E o Curiosity ainda descobriu que os pares ficam de um lado da rua e os ímpares do outro!

No meio de mais uma brincadeira com carrinhos lembrei-me de introduzir uma variação. Fui buscar papel, canetas, tesoura e fita adesiva e fiz uns retângulos com números, que colei no tejadilho dos carros. Depois, desenhei dois sinais de parque de estacionamento e escrevi num deles "Só pares" e, no outro, "Só ímpares".

Par e ímpar


Expliquei que só podiam estacionar os carros com os números que correspondessem ao que estava no sinal (par ou ímpar). Foi um sucesso! Pelo menos, até entrar em cena o carro da polícia e os carros começarem a estacionar mal propositadamente para serem multados...

 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Cilindros sonoros DIY

Cilindros sonoros Montessori DIY



Quem acompanha este blogue provavelmente já percebeu que tenho "um fraquinho" pelo Método Montessori. Embora tenha pesquisado bastante sobre a pedagogia desenvolvida pela Dra. Maria Montessori, não tenho nenhuma formação neste assunto, pelo que não é minha intenção aprofundar aqui o tema. No entanto, são muitas as vezes que esta pedagogia é a inspiração das atividades que faço com o Curiosity e que aqui partilho. 

Os materiais desenvolvidos pela Dra. Montessori são apenas uma parte do Método mas, ainda hoje, é impossível não se ficar fascinado por eles. Infelizmente, são dispendiosos e difíceis de encontrar no nosso país (onde os portes de envio também não são nada simpáticos). Daí que, por vezes, me sinta tentada a improvisar alguns dos materiais com o que há cá por casa. Claro que não têm a beleza nem a resistência dos originais mas, convenhamos, vão ser manuseados por apenas uma criança, durante um intervalo de tempo muito curto.

Um dos primeiros materiais que fiz, por ser dos mais simples de reproduzir, foram os "Cilindros sonoros" (ou "Caixa de Rumores"), que são um material sensorial que pretende trabalhar a discriminação auditiva. A ideia central é simples: temos vários cilindros que contêm algo que produz som, sendo os sons iguais dois a dois. O objetivo principal da atividade é a criança conseguir identificar quais os pares de cilindros que têm sons idênticos.

Já vi este material reproduzido com vários tipos de recipientes, como rolos de película fotográfica, frascos de especiarias, latas ou embalagens de iogurte líquido. Eu fiz um primeiro exemplar usando embalagens de iogurte mas achei que ficou feio, pelo que o refiz usando as embalagens de medicamento que podem ver na imagem, e fiquei muito mais satisfeita com o resultado. Como disse, foi muito fácil. Precisei de oito embalagens iguais com tampa, vazias e lavadas, canetas de acetato de quatro cores, uma caixa de cartão, papel de embrulho, pistola de cola quente e materiais para fazer os sons (arroz, pregos pequenos, duas bolotas e dois macarronetes). Na tampa de cada embalagem desenhei um círculo com caneta de acetato, quatro de uma cor e quatro de outra. Em seguida, coloquei dentro de cada embalagem o material para produzir os sons, de modo a que existisse um exemplar num cilindro de cada cor (uma bolota num cilindro de tampa vermelha, outra num de tampa verde, metade do arroz num cilindro de tampa vermelha, a metade restante num de tampa verde, ...). Feito isto para todos, e para evitar acidentes, colei as tampas aos frascos com cola quente. Em seguida, e para que o Curiosity pudesse usar os cilindros autonomamente, fiz uma bolinha com as canetas de acetato no fundo dos frascos, usando a mesma cor em cada par de cilindros com sons idênticos (todos os materiais em Montessori têm um controle de erro). Assim, depois de emparelhar os cilindros, o Curiosity podia verificar se o tinha feito corretamente, virando-os e vendo se os cilindros de cada par tinham bolinhas da mesma cor.

Cilindros sonoros Montessori DIY


Para finalizar, forrei uma caixa de tamanho adequado para conter os cilindros.


A maneira correta de apresentar este material à criança é a que é descrita no vídeo seguinte, do canal My Works Montessori (em inglês).


No entanto, parece-me que, mesmo sem seguir à risca todos os preceitos, fazer um jogo para identificar os pares de cilindros com sons idênticos, além de ser muito interessante (o Curiosity gostava imenso),  ajudará seguramente a desenvolver a audição e a concentração da criança.


Cilindros sonoros Montessori DIY


Espero ter-vos motivado para experimentarem. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aniversários sem açúcar (sugestões dos leitores)

Na última publicação ("Abaixo as gomas! Viva a salsa!") pedi aos leitores que partilhassem sugestões sobre lembranças para oferecer aos colegas e amiguinhos nas festas de aniversário, que não fossem doces e que tivessem preços acessíveis. Chegaram-me algumas ideias bem interessantes e, como a preocupação com o consumo excessivo de açúcar pelas crianças me parece um assunto muito pertinente, resolvi fazer uma lista que irá sendo enriquecida com mais propostas que queiram partilhar connosco.

- Boião de plasticina e formas (podemos comprar embalagens com vários boiões e várias formas e dividi-los por sacos de oferta).

Lembranças de aniversário


- Livros de autocolantes (há algum miúdo que não adore colar autocolantes?).

Lembranças de aniversário


- Miniaturas de plástico (vendem-se nas lojas de artigos para festas).


- Narizes dos Doutores Palhaços (à venda em hospitais; os miúdos adoram mascarar-se de palhaço e estamos a contribuir para a Operação Nariz Vermelho).

Lembranças de aniversário


- Esculturas feitas pelo aniversariante para os amigos, por exemplo, usando barro e conchas ou pedrinhas.

- Caixa de lápis de cor e livro para pintar (pode ser feito fotocopiando imagens a preto e branco, é possível encontrar imagens para pintar sobre os mais variados temas e personagens na internet).

Lembranças de aniversário

- Em vez de oferecer uma lembrança a cada um dos colegas, uma opção que me pareceu muito interessante é a de o aniversariante oferecer à sala/turma algo que possa ser usado por todos, como um jogo ou um livro para a biblioteca de turma.


Como a preocupação com o açúcar é extensível à festa de aniversário, partilho também alguns links para receitas mais saudáveis mas igualmente apetitosas que fui encontrando pela internet.

- Queques de banana e aveia com mirtilos, de As minhas receitas.

- Brigadeiros vegan, de Receita para tudo.

- Trufas de abacate e chocolate, de Casal mistério.

- Bolo de espinafres, de Notas soltas & coisas doces.


A ecologia anda de mãos dadas com a saúde, pelo que opções ecológicas na festa de aniversário são bem vindas. Como a de o aniversariante participar na decoração da sua festa, fazendo grinaldas e coroas com materiais naturais como folhas, pinhas ou bolotas, para acolher os convidados.

Há por aí mais ideias saudáveis, giras e em conta que queiram partilhar connosco?

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Abaixo as gomas! Viva a salsa!

Sugestões de lembranças para aniversários; sementeiras com crianças

Este artigo já estava para ser escrito há algum tempo mas era sempre preterido por outros temas. Recentemente voltou-me à cabeça quando, no Dia da Criança, duas amigas se queixaram da quantidade de guloseimas que os filhos tinham trazido para casa. Recordei-me então de uma conversa que tive há bastante tempo com uma outra amiga, em que ela se queixava da dificuldade que tinha em manter os bons hábitos alimentares após a entrada das crianças para o infantário. Dizia-me ela que quase não havia semana em que não trouxessem um saco de doces para casa, oferecido por algum colega aniversariante depois de lhe cantarem os parabéns e, claro, comerem o bolo de anos. Os miúdos que, em casa, tinham acesso a doces e guloseimas apenas em datas especiais e nem lhes achavam grande graça, rapidamente se lhes habituaram.

Claro que tudo isto é feito com a melhor das intenções. As crianças gostam de festejar os aniversários com os amiguinhos da escola e é simpático oferecer-lhes uma lembrança, todos gostam de um docinho... e lá temos vinte e tal dias de festa, de bolo e de gomas e rebuçados. Se somarmos a isto o Halloween, o Natal, a Páscoa, o Dia da Criança e mais não sei quantos em que o educador/professor leva umas guloseimas para oferecer aos pequenotes (sim, eu própria já levei muitos chocolates para os meus alunos), enfim, já perceberam onde quero chegar - o que pretende ser uma atitude simpática acaba por transformar-se num problema. 

Muitas escolas já tomaram a iniciativa, quanto a mim muito louvável, de definir que tipo de bolos podem ser levados para estas ocasiões, restringindo-os a opções mais saudáveis, e de proibir a oferta de guloseimas. Mas então, se houver vontade de oferecer a tal lembrança aos amiguinhos do aniversariante, que opções existem? Gostava muito que partilhassem connosco as vossas sugestões. Eu proponho algumas, baratinhas e úteis:

- lápis / afiadeira / régua (dão sempre jeito e existem alguns bem engraçados);

Sugestões para aniversários

- borrachas decorativas (as meninas adoram);

Sugestões para aniversários


- marcador de livros (até pode ser feito pelo aniversariante para os colegas).

Nesta altura, já devem estar a questionar-se sobre o que é que isto tudo tem a ver com a salsa... Eu esclareço: uma outra possibilidade, para quem tenha tempo e paciência, e que funciona muito bem com crianças pequenas, é criar um kit para que possam fazer uma sementeira. Só precisam de um vaso pequeno para cada criança, um pacote de sementes (eu sugiro a salsa, que resulta em qualquer altura do ano), um saco de substrato, sacos pequenos (podem ser daqueles para sandes), saquinhos de papel e um cartão de instruções, que podem descarregar aqui. Coloquem algumas sementes nos saquinhos de papel, o substrato nos sacos de plástico (podem usar um vaso como medida), fechem-nos e ponham tudo dentro do vaso. Imprimam as instruções, cortem os cartões e coloquem um dentro de cada vaso. Podem oferecer os vossos kits de sementes assim ou colocar em sacos individuais ou embrulhar em celofane. De certeza que os pequenotes vão adorar ver as plantinhas a nascer, cuidar delas e, passado algum tempo, comer a salsa que cultivaram (em vez das gomas e rebuçados).

Sugestões de lembranças para aniversários; sementeiras com crianças


Têm outras ideias sem açúcar? Deixem-nas nos comentários, gostava muito de as conhecer.